Potencial de produção e exploração de Artemia nas salinas costeiras do Rio Grande do Norte

Autores

  • Marco Antonio Igarashi Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.31416/rsdv.v9i2.222

Palavras-chave:

artemia, cistos, produção

Resumo

Este artigo resume as informações atuais sobre Artemia produzidas nas salinas da região costeira do estado do Rio Grande do Norte. A Artemia comumente conhecida como camarão de salmoura é usada como um dos itens alimentares mais importantes. Com o desenvolvimento da aquicultura para laboratórios, o uso de Artemia o camarão de salmoura como dieta para o cultivo de larvas de muitas
espécies se expandiu. Seus nauplii são usados como alimento vivo para as larvas e juvenis, como camarão de água doce, camarão marinho, lagostas, caranguejos e peixes de peixes. A Artemia é encontrada no ambiente marinho e se desenvolve bem em água salgada com alta salinidade. A Artemia permanece viável na forma de cistos seco por muitos anos e pode produzir nauplii minúsculos
dentro de 24 horas quando imerso na água do mar. Portanto, o nauplii de Artemia é obtido fácilmente e rapidamente por incubação em água do mar, o que os torna os alimentos vivos mais convenientes, menos trabalhoso e disponível para o cultivo de species principalmente de larvas de camarão no Brasil. O estado do Rio Grande do Norte, por suas condições climáticas de pouca chuva, alta temperatura e alto nível de evaporação, oferece condições para produzir Artemia. Com a expansão da maricultura, houve um grande aumento na demanda por cistos e biomassa de Artemia.

Biografia do Autor

Marco Antonio Igarashi, Universidade Federal do Ceará

Departamento de Engenharia de Pesca da UFC
Área: Aquicultura

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Publicado

2021-08-31

Como Citar

IGARASHI, M. A. . Potencial de produção e exploração de Artemia nas salinas costeiras do Rio Grande do Norte. Revista Semiárido De Visu, [S. l.], v. 9, n. 2, p. 87–102, 2021. DOI: 10.31416/rsdv.v9i2.222. Disponível em: https://semiaridodevisu.ifsertao-pe.edu.br/index.php/rsdv/article/view/222. Acesso em: 30 jun. 2022.

Edição

Seção

Ciências Agrárias - Artigos